O afixo (das) TERRAS LUSAS aprovado pelo FCI - Fédération Cynologique Internationale e pelo Clube Português de Canicultura, foi criado em homenagem ao território cinegético nacional no seu todo, as terras, a fauna, a flora, o clima.

 

E toda a sua envolvente cultural de fusão com a natureza. ​A íntima relação entre a caça e a preservação da natureza, com as suas regras e os seus ciclos, a gestão com vista a assegurar a preservação das espécies e manter a diversidade genética.

Os Deuses Lusitanos

Na mitologia lusitana, os Deuses Lusitanos foram uma síntese da celta com a romana. O povo português adotou os cultos de ambas as civilizações. Os nossos antepassados portugueses sofreram muita influência romana, mas mantiveram uma forte ligação com os antigos costumes célticos e foram quem mais conservou as características da cultura celta. Algumas divindades celtas foram assimiladas pelos romanos, como Diana, na verdade, Nantosvelta, a Deusa da Natureza e da Caça, esposa de Sucellus. Também Mars Cariocecus, Deus Lusitano da guerra, equivaleria a Marte (Ares).

Os Lusitanos
Viriato um pastor e caçador da Lusitânia, eleito chefe dos lusitanos

Conhecidos como eficazes guerrilheiros, os lusitanos não desistiram de lutar nem mesmo após a ocupação romana de suas terras. Sempre adeptos da luta irregular contra a hegemonia romana, os lusitanos montaram sua reputação como uma das mais persistentes e corajosas tribos celtas da Península Ibérica e, assim, sendo um dos principais obstáculos que Roma teve de enfrentar para estabelecer seu controle total na região.

Adeptos da luta de guerrilha, os lusitanos mantinham um equipamento leve. Como armadura, quando usavam, eles usavam couraças de linho endurecido e saias de malha de metal, apesar do uso ter sido raro, ao contrário do capacete e de um escudo redondo de madeira, que eram mais comuns.

Os lusitanos usavam dardos de arremesso para longas distâncias e, no combate corpo a corpo, usavam espadas retas ou a mais famosa falcata, uma espada curta e curvada para dentro, lembrando uma espada foice. O uso de lanças e adagas pelos guerrilheiros lusitanos também não era incomum.

As mulheres lusitanas também lutavam junto com os homens para defender a sua terra. A afirmação vem de um relato de Sextus Junius Brutus, um general romano ativo na campanha contra os lusitanos, que também relatou que a bravura das mulheres era idêntica à dos homens, sem distinção em esforço ou armas, lutavam e morriam valentemente lado a lado com os homens. Depreende-se que de alguma forma o treino militar também era dado às mulheres em quem recaia também a defesa dos castros

A morte de Viriato em 139 a.C. pôs um fim na resistência ferrenha dos lusitanos. Mesmo eles lutando agora sob a liderança de Tautalus, um caminho mais amplo para a romanização da Lusitânia já tinha sido aberto e, eventualmente, os lusitanos assimilaram a cultura romana e foram declarados cidadãos romanos. A romanização dos lusitanos também facilitou a romanização da Península Ibérica como um todo, sendo eles uns dos últimos nativos da Ibéria a se submeterem ao poder romano.

 

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