Graças às numerosas obras do seculo XVI, sabe-se que figuravam três grandes grupos de cães sabujos, os míticos e já instintos: Cães Brancos do Rei, Cães Cinzas de Saint Louis e os Cães Fauve de Bretagne.

basset fauve bretagne

A raça Fauve é uma das mais antigas raças de cães francesas, reconhecidas desde Francisco I, pela citação Jacques du Fouilloux "Presume-se que os cães Fauve de Bretagne são os antigos cães dos Duques e Senhores da Bretanha, cuja raça foi sempre mantida pelo Almirante D´Annebault e seus antecessores e que foi conhecida pela primeira vez em tempos do Grand Rei Francisco".

Jacques du Fouilloux faz menção a uma famosa matilha de cães, no seu livro "La Venerie" de 1561, a dita matilha pertencia a M. Huet des Ventes, que, tinha uns animais fortes, resistentes, com tenacidade e alto olfato, juntando a grande habilidade de conduzir os cães, por este homem.

 

Trazidos pelos monarcas das suas cruzadas, no leste, por volta do ano 1250. Estes cães caracterizavam-se por um temperamento extraordinário, não temendo a água, nem o frio. Além disso, a antiga raça de cães, possuíam o prestígio de terem feito parte das matilhas reais. As características únicas desta raça, fez com que se mantivesse entre os caçadores da Bretanha Francesa, e, muito em especial, pelo almirante D'Annebauld, sendo muito usado para destruir alcateias de lobos, que acabavam com os rebanhos de ovelhas na região, durante o século XIX.

Na raça Fauve actual existem duas variedades, o Basset Fauve de Bretagne (32 a 38cm) e o Griffon Fauve de Bretagne (48 a 56cm). Ambos têm basicamente as mesmas características morfológicas, a cabeça, a textura do pelo, a cor, a diferença resume-se de certa forma ao tamanho.

 

Durante muito tempo houve uma terceira raça os Briquets Fauve, no entanto não está reconhecida desde exposição nacional do Fauve de Bretagne que se celebrou em Fougeres, em 1980.

O instinto Grand Fauve de Bretagne (70 a 74cm)

Basset Fauve de Bretagne, na qual, procede do antigo Grand Fauve da Bretanha (70 a 74cm), que inicialmente se tratava de uma raça de cães, muito localizada nas suas origens (Bretanha, França). Em 26 de junho de 1921, cria-se o primeiro standard oficial da raça, na qual, participa o M. Treuttel, com o nome de Basset de pelo duro da Bretanha.
Entre as duas guerras mundiais, bem como para muitas outras raças, a situação do Basset Fauve de Bretagne é comprometida. Posteriormente, á 2 ª Guerra Mundial, a situação agrava-se, deixando a raça quase extinta, até que, em 1949, o presidente da Federação Canina da Bretanha, M. Lessard e o Conde Jean de Pluvie presidente do Clube do Briquet Fauve, juntamente com o Comandante Marcel Pambrun, sucessor de Lessard, e os seus colaboradores, fundaram o Clube Fauve de Bretagne.
A partir da Fundação do Clube Fauve de Bretagne, criam-se as linhas atuais de raça mediante alguns exemplares excecionais, que sobreviveram aos anos de guerra, até que, em 1987, criou-se o novo padrão Basset Fauve de Bretagne, de acordo com as regras impostas pela F.C.I. - Fédération Cynologique Internationale.
Fauves de Bretagne de M. Treuttel  

Monti de Rezé Bassets Fauves, L​a Chasse Illustrée, 1894

Os primeiros Basset Fauve de Bretagne eram usados na caça com arma e para a caça de montarias de pequenas peças, em particular o coelho, nas florestas da Bretanha, dai se deve a maioria dos exemplares tivessem um tamanho pequeno durante tanto tempo. No entanto com a diminuição da caça menor, devido em grande parte aos estragos causados pela mixomatose, os Basset Fauve começaram a ser utilizados, cada vez mais em todo tipo de caça.

 

Este fenómeno provocou uma demanda de Basset Fauve de patas mais altas, dotados de membros dianteiros rectos, tendo em conta que a raça “exportada” desde a sua província de origem a outras regiões, havia de trabalhar cada vez mais em terrenos diferentes dos que conhecia até então.

 

Desta forma o Clube optou por eliminar as patas torcidas e admitir um tamanho maior, o ideal passou a situar-se entre os 32 e 38 cm, com a tolerância de 2 cm mais, nos exemplares excepcionais.

 

Reconhecendo-se que atingiria o máximo que se podia chegar, porque a cima, de esse tamanho o animal pouco teria de basset. Assim, em 1979 Marcel Pambrun escrevia “No que diz respeito ao Basset Fauve, a raça já está bem fixada”

 

Marcel Pambrun pondo ao serviço da causa todos os seus conhecimentos de caçador e juiz, conseguia uma cria de qualidade, cujo nível se pode avaliar pelas recompensas obtidas: 2 Copas de França ao coelho e o prémio de melhor cão sabujo, ganho por Mick, um Basset Fauve de Bretagne, na exposição mundial da Federação Cinológica Internacional, em Verona em 1980.

ORIGEM:

França

 

DATA DA PUBLICAÇÃO DO STANDARD OFICIAL EM VIGOR:

25-03-2003

 

UTILIZAÇÃO:

Cão sabujo utilizado para a caça ao coelho, lebre, corço, raposa, veado e javali

 

CLASSIFICAÇÃO FCI:

Grupo 6     - Cães tipo sabujo, cães de rasto e raças semelhantes.

Section 1.3 - Cães tipo sabujo de tamanho pequeno. Sujeitos a provas de trabalho.

http://www.fci.be/en/
Pode desliguar a música aqui
  • -
00:00 / 00:00
This site was designed with the
.com
website builder. Create your website today.
Start Now